1. Conceitos básicos

Em um sistema de automação residencial, o ESP32 atua como “cérebro” do sistema, mas precisa de sensores para perceber o ambiente e de atuadores para agir sobre ele.

2. Sensores comuns em automação residencial

2.1. Sensores de porta e janela (magnéticos)

  • Detectam abertura/fechamento.
  • Funcionam como chave NA/NF de contato seco.
  • Conectados a entradas digitais do ESP32.

2.2. Sensores de presença (PIR)

  • Detectam movimento de pessoas.
  • Usados para acender luzes automaticamente ou acionar alarmes.

2.3. Sensores de temperatura e umidade

  • Exemplos: DHT11, DHT22, DS18B20.
  • Permitem controle de ar condicionado, ventilação e monitoramento de conforto térmico.

2.4. Sensores de nível de água

  • Utilizados para monitorar caixa d’água e reservatórios.
  • Podem ser do tipo boia, eletrodos ou sensores de pressão.

3. Atuadores

3.1. Relés

  • Permitem acionar cargas em 127/220 V AC utilizando sinais de baixa tensão.
  • Podem ser simples, de estado sólido ou módulos de múltiplos canais.

3.2. Contatoras

  • Indicadas para cargas maiores (motores, bombas).
  • Acionadas, em geral, por relé auxiliar ou saída dedicada.

3.3. Outros atuadores

  • LEDs, buzzers, sirenes.
  • Servomotores e motores de passo.

4. Interligação com o ESP32

  • Entradas digitais: leitura de contatos secos (sensores magnéticos, botões).
  • Entradas analógicas: leitura de sensores de temperatura, luminosidade, tensão, etc.
  • Saídas digitais: acionamento de relés, buzzers, LEDs.
Segurança: nunca conecte diretamente a rede 127/220 V aos pinos do ESP32. Utilize sempre módulos de relé, optoacopladores e interfaces de isolamento.

5. Sugestões de atividades práticas

  • Montar um protótipo com sensor magnético de porta + relé para acender uma lâmpada.
  • Monitorar a temperatura ambiente e exibir no painel web da automação.
  • Implementar lógica de presença (PIR) para acender luzes automaticamente.